Tratamento de Canal
11 de novembro de 2019
Show all

ENXERTOS ÓSSEOS PARA IMPLANTES

“Tenho vontade de fazer um tratamento com implantes dentais, mas meu dentista informou que não tenho osso suficiente para fixar os implantes. E agora?”

Os implantes dentais são dispositivos fixados ao osso da maxila ou da mandíbula para devolver a função mastigatória e estética dos dentes perdidos, trazendo o seu sorriso e a sua autoestima de volta.

No entanto, sempre quando se perde um dente, ocorre uma diminuição considerável da estrutura óssea que dava suporte ao dente, conhecida como osso alveolar, uma vez que, em uma extração, não somente a porção visível do dente é removida, mas também a sua porção mais profunda (raiz) é também perdida.

Após a perda do dente, o nosso organismo considera que o osso alveolar passa a ser desnecessário, iniciando um processo gradativo de atrofia óssea, que é mais acentuado e rápido na arcada superior (maxila) do que na arcada inferior (mandíbula). A atrofia óssea tende a evoluir com o passar do tempo. Portanto, se você precisar remover um dente, o tempo e o planejamento do tratamento (da extração ao implante) são fatores de SUMA IMPORTÂNCIA, pois o sucesso do seu implante dependerá de quanto tempo durará esse processo. Em resumo, quanto mais tempo adiar a colocação dos implantes, maior será a perda óssea. 

Entretanto, se você já perdeu dentes há muito tempo e somente agora deseja fazer implantes, é chegada a hora de falarmos sobre o tema central desta matéria: enxertos ósseos. Essa técnica permite recuperar a estrutura óssea, tornando possível o tratamento com implantes.

O enxerto ósseo é um procedimento cirúrgico que visa substituir, reparar ou aumentar o tecido ósseo perdido. Na prática, funciona como o gesso que é utilizado para corrigir defeitos ou imperfeições em uma parede, por exemplo. Após um período, esse material fica completamente integrado à parede. 

Existem, basicamente, dois tipos de enxerto: os autógenos, que utilizam fragmentos ósseos do próprio paciente, e os heterógenos, que utilizam biomateriais industrializados sintéticos ou obtidos de osso bovino. Atualmente, as técnicas de enxertos heterógenos estão mais em evidência porque a cirurgia é bem mais simples, já que não é necessária a remoção de fragmentos ósseos de outras áreas. Há um crescente número de pesquisas para desenvolvimento de materiais cada vez mais seguros e eficientes para a regeneração óssea, o que tem tornado as cirurgias de enxerto cada vez mais simples, seguras e previsíveis.

Após a realização do enxerto ósseo, é necessário um período que pode variar de 6 a 8 meses para que haja a formação de um tecido ósseo maduro e resistente.  Lembra do exemplo do gesso que demos anteriormente? Os enxertos funcionam da mesma maneira, , podendo ser utilizados após o seu “endurecimento” para a fixação dos implantes. Após esse período de fortalecimento e fixação óssea, o profissional implantodontista avalia, por meio de exames de imagem, se a estrutura óssea está apta a receber os implantes.

O mais importante é que você faça uma avaliação criteriosa com um implantodontista de sua confiança para determinar a necessidade de realizar o enxerto. Ele levará em consideração o seu histórico médico, as indicações e contra-indicações do procedimento e o melhor tipo de enxerto para o seu caso. Para conversar conosco e tirar suas dúvidas, você pode fazer comentários abaixo ou clicar no botão do whatsapp. Estamos à disposição.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *